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Diversidade Associação ‘Manas’ disponibiliza ‘botão do pânico’ para mulheres vítimas de violência acolhidas pela iniciativa

O dispositivo informa aos contatos pré-cadastrados pela mulher quando ela está em perigo (Reprodução/ Divulgação)

Priscilla Peixoto — Da Revista Cenarium

MANAUS — Com intuito de auxiliar o combate à violência contra mulher e atenuar a sensação de insegurança vivida constantemente no universo feminino, a Associação Manas, em parceria com a Startup Âmago, está disponibilizando gratuitamente às mulheres vítimas de violência o dispositivo intitulado ‘botão do pânico’. A ferramenta ao ser acionada informa aos contatos pré-cadastrados pela usuária quando ela está em perigo, atualizando sua geolocalização a cada 60 segundos.

De acordo com a presidente da Associação, Amanda Pinheiro, 35, o dispositivo é uma ferramenta que pode evitar novos casos de feminicídio, por isso, tem sido bem recebido no projeto com trabalhos voltados ao acolhimento psicológico emergencial para mulheres e meninas vítimas de violência doméstica, intrafamiliar e orientação jurídica para as mulheres. Ação formada por um grupo de amigas advogadas, psicólogas, pedagogas, assistentes sociais e universitárias de Manaus e Napomuceno, interior de Minas Gerais.

“Esse botão é físico e pode ser carregado junto a mulher. Ele é linkado ao aplicativo no celular da usuária, mas ela pode andar com esse dispositivo na calcinha, sutiã, bolso e não necessariamente grudado ao telefone, até porque ele é uma das primeiras coisas que o agressor tenta se desfazer. No momento em que ela se sentir em perigo ela aciona o botão e cinco contatos de confianças serão avisados via mensagem que ela está em perigo e tem como ser localizada”, explica Amanda.

Botão do pânico (Reprodução/Youtube)

Acesso

Segundo a presidente da Associação e, inclusive, embaixadora da Âmago em Manaus, o dispositivo não é voltado somente para mulheres que vivem com medidas protetivas ou ambientes violentos, conforme Amanda, o botão também atende aquelas que têm uma vida ativa e precisa, por exemplo, se deslocar usando transportes por aplicativos com frequência.

“Esse botão é para mulheres que usam Uber ou Pop e não se sentem tão seguras, sabemos que vez ou outra têm casos de estupros, desvios de rotas ou se de repente ela vem a noite dirigindo e por algum motivo sofre um ataque, um sequestro, ela pode acionar rapidamente o botão”, afirma.

Ela explica que para as mulheres assistidas da Associação o botão é fornecido gratuitamente, mas para aquelas que não são acolhidas pelo projeto e também desejam adquirir a ferramenta pode acessar o site da Âmago e solicitar o dispositivo. Ele pode ser solicitado gratuitamente ou efetuar a compra sem precisar aguardar a vez na fila de espera para das que optam pela forma gratuita.

Acolhimento

A Associação também estabelece uma parceria com a rede Accor Hotéis, onde desenvolvem o programa ‘Acolhe’, onde as mulheres em situação de risco, que não tem para aonde ir e necessitam de acolhimento emergencial, podem ficar hospedadas no hotel por até 15 dias, mesmo período em que ela passa por uma série de acompanhamentos intensivos realizados pela equipe.

“Hoje, nossas assistidas em âmbito nacional podem se hospedar na rede Accor caso elas não tenham para aonde ir, ou estiver mudando de cidade em busca da sua família, algum momento de transição ela é acolhida neste ambiente de hotelaria com suas crianças, caso seja mãe. Nesse período ela dispõe de alimentação, serviço de lavanderia e todo suporte social, psicológico e jurídico que podemos oferecer”, revela Amanda.

A presidente explica que no programa ‘Acolhe’ a mulher rompe com a violência a partir do momento que ela sai de casa e no desenrolar do processo começa a vislumbrar uma nova vida e oportunidades de uma vida sem violência e fortalecida.

“Nosso primeiro caso foi uma vítima que trouxemos de Boca do Acre, ela ficou em acolhimento em Manaus e seguiu para sua cidade natal, Cuiabá, e está fora de uma realidade de risco. Tivemos outros casos semelhantes que terminaram bem e todas fora de risco, graças a Deus. A ideia é sempre fortalecer a mulher para uma nova visão de vida”, finaliza.

A iniciativa já atendeu mais de 170 mulheres (Reprodução/ Internet)

Manas

Com um ano de existência, a Associação Mana já atendeu mais de 170 mulheres em Manaus e em outros Estados do Brasil. Esses números não consideram os atendimentos em Ações Sociais promovidos pela Polícia Militar do Amazonas.

Os serviços do local são gratuitos e, segundo Amanda Pinheiro, mesmo com sede em Manaus, os atendimentos são online e disponíveis para mulheres de todo Brasil e do exterior. A ação possui ainda uma parceria com o Ronda Maria da Penha, em Manaus, auxiliando no atendimento e até mesmo resgate e socorro a algumas mulheres quando necessário.

Para as mulheres que estejam necessitando de alguns dos serviços oferecidos pela Associação, é só entrar em contato via rede social pelo @ass.manas ou também pelo e-mail [email protected] e ainda o WhatsApp: (035) 99963-9903.