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Diversidade Veículos de comunicação promovem reflexão e atuam como aliados na luta contra o racismo

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – O combate ao racismo é uma luta de longa data. Por essa razão, os veículos de comunicação em geral podem atuar como uma ferramenta aliada ao antirracismo. Abrir espaços para a produção, disseminação e fomentação de materiais que contribuam e promovam a igualdade racial é essencial em um país onde 54% da população é negra, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para ressaltar a luta contra o racismo, destacada no mês de novembro, a CENARIUM listou alguns portais que debatem questões que envolvem a realidade vivida pela comunidade negra e que são responsáveis por produzir conteúdos que evidenciam e despertam reflexões sobre a temática no Brasil e no Mundo.

Portal Geledés

Fundado em abril de 1988, o portal é conduzido pelo Geledés Instituto da Mulher Negra, uma organização política de mulheres negras que atuam contra o racismo, o machismo, e ainda contra o sexismo e a violência contra a mulher. Inspirado no conceito gelede — sociedade secreta feminina na cultura iorubá —, o veículo tem mais de 30 anos de existência, sendo um dos portais mais conhecidos no Brasil e uma referência quando o assunto envolve questões raciais.

“Fundada em 30 de abril de 1988, a Geledés é uma organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigente na sociedade brasileira“, diz trecho da biografia do Portal Geledés.

Portal Mundo Negro

Conhecido por ser um dos primeiros portais feitos por negros no Brasil, o Mundo Negro está no ar, desde 2001, e traz à tona, pautas afro e de enfrentamento ao racismo e às desigualdades, mas sem deixar de lado materiais leves e divertidos, que elevam a autoestima do público-alvo.

“Nossa linha editorial se pauta em uma agenda positiva, não negando os problemas relacionados ao público afrodescendente, mas principalmente apresentando um conteúdo que divirta, informe, eleve a autoestima por meio da informação e interatividade”, diz trecho da biografia do Mundo Negro.

No Brasil, 54% da população é negra, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).(Reprodução/Internet)

Portal Alma Preta

Com seis anos de existência, o Portal Alma Preta é focado no jornalismo especializado na temática racial. A iniciativa é fruto do esforço de um grupo de universitários negros que perceberam a necessidade de ampliar a produção de pautas que abordassem questões étnico-raciais.

Com bandeira antirracista e o slogan “jornalismo preto e livre”, em pouco tempo, o portal ganhou espaço e notoriedade nacional. Com conteúdos jornalísticos que dão voz e vez às minorias, que possibilitam a visibilidade, principalmente, dos grupos periféricos com foco em uma sociedade menos desigual e violenta.

“Nossa missão é informar a sociedade a partir da perspectiva racial negra e periférica, e responder aos anseios desse público com notícias multimídia. Nós assumimos o caráter político de valorização do conhecimento e da cultura negra, assim como a tarefa de exigir direitos e questionar o Estado em todas as dimensões da vida cotidiana.”, diz publicação do Alma Preta.

Blogueiras Negras

Fundado há nove anos, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Blogueiras Negras é veículo com produção coletiva de assuntos voltados não só para as mulheres negras e afrodescendentes, mas todas aquelas aliadas na luta antirracista e feminista. Com blogueiras com diferentes histórias de vida, que ressignificam o universo feminino afrocentrado, por meio do compartilhamento de experiências, opiniões, leituras e acolhimento.

“Fazemos de nossa escrita ferramenta de combate ao racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia, homofobia e gordofobia. Porém, também pretendemos ser uma comunidade; um espaço de acolhimento, empoderamento e visibilidade voltado para a mulher negra e afrodescendente.  Acreditamos que a troca de vivências e opiniões em função da negritude partilhada não é apenas desejável, mas um objetivo comum. Queremos celebrar quem somos, quem fomos e quem seremos”, ressalta o Blogueiras Negras.

CENARIUM Diversidade

Embora não seja totalmente focada em conteúdos de enfrentamento ao racismo, a CENARIUM, geradora de conteúdo sobre a Amazônia Brasileira, além de produzir pautas sobre assuntos sociopolíticos e socioeconômicos, também fomenta e abre espaço para a disseminação e ampliação de debates sobre temas comportamentais relacionados à diversidade, à igualdade de gênero e às relações étnico-raciais.

Com a editoria Diversidade, a primeira do segmento no Amazonas, a CENARIUM trabalha assuntos considerados tabus na sociedade visando a desmistificar preconceitos sobre eles. Além de promover a visibilidade às classes consideradas minorias, dando espaço, voz e vez a elas, por meio da produção de conteúdos de relevância, sempre em parceria com especialistas e um olhar fidedigno sobre os temas abordados.