Comissão busca revisão no número de candidatos aprovados no concurso da PC-AM

Segundo estudos realizados pela Comissão de Candidatos da PC-AM com base nas notas preliminares das provas objetivas, há risco das vagas não serem preenchidas (Reprodução)

14 de abril de 2022

18:04

Da Revista Cenarium

MANAUS – Um grupo de candidatos que disputa as 209 vagas no concurso público da Polícia Civil do Amazonas para os cargos de escrivão e investigador pretende que o governador Wilson Lima e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) – organizadora do certame – revisem o número de candidatos aptos a disputar as próximas etapas do certame.

Isto porque, segundo estudos realizados pela Comissão de Candidatos da PC-AM com base nas notas preliminares das provas objetivas, há risco das vagas não serem preenchidas. De acordo com o edital do concurso público, são 160 vagas para o cargo de investigador e 49 para escrivão.

A reportagem da CENARIUM procurou a PC-AM e foi informada que a demanda deveria ser encaminhada para a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em contato, a FVG não deu retorno até a publicação desta matéria.

Para constatar o alto grau de reprovações após as provas objetivas e demais fases, os membros da Comissão de Candidatos da PC-AM realizaram pesquisas quantitativas e, utilizando de estatística avançada e ciência computacional chegaram a conclusões preocupantes.

“Serão corrigidas apenas 186 provas discursivas para o cargo de escrivão e 600 para o de investigador (ampla concorrência e candidatos PCD’s). Após essa fase, os candidatos seguirão para os exames médicos, avaliação psicológica e Teste de Aptidão Física (TAF), no qual a estimativa de reprovação é de 40% a 60%. Após todas as etapas, existe a possibilidade real de não serem preenchidos nem a metade dos cargos finais ofertados em edital”, explicou uma das representantes da Comissão de Candidatos da PC-AM, Camila Balman.

Segundo a Lei nº 2.875/04 que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da PCAM, o quadro de cargos da Polícia Civil é composto, entre outros, por: Delegados (705), Investigadores (2.155) e escrivães (655). No entanto, segundo a folha de pagamentos do mês de março/2022, disponível no Portal da Transparência do Governo do Amazonas, estão na ativa e em exercício apenas 207 delegados, 390 escrivães e 1.211 investigadores em todo o Estado.

Dados

Os dados demonstram um déficit imediato de, pelo menos, 498 delegados, 944 investigadores e 265 escrivães, e no certame, para ampla concorrência, só foram ofertadas 49 vagas para Delegado, 49 vagas para escrivão e 160 para investigador.

A Comissão de Candidatos do concurso da PC-AM está se reunindo com parlamentares, servidores da Polícia Civil e representantes sindicais ligados à Segurança Pública no Amazonas, na tentativa de chegar até o governador Wilson Lima para apresentar os estudos técnicos e sensibilizar o governador a autorizar a revisão no número de candidatos que prosseguirão para as próximas etapas do concurso.

“Sabemos o quanto um concurso público pode ser ineficiente se não atender a demanda do Estado e é o que acontecerá se este concurso seguir nos moldes do que foi inicialmente previsto. Queremos somar e ajudar a Administração a reforçar a Polícia Civil no Amazonas. Para isso, contamos com a ajuda dos deputados, dos servidores da PC, representantes da classe e, especialmente do governador Wilson Lima, para que um número justo e eficiente possa seguir para as próximas etapas do concurso, formando, até mesmo um cadastro reserva para que o Estado não necessite realizar um novo concurso público porque neste as vagas não foram preenchidas”, apontou uma das responsáveis pela Comissão, Camila Balman.

*Com informações da assessoria