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Central da Política Em Manaus, Bolsonaro defende liberdade de imprensa com responsabilidade um dia após fake news

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante live no Facebook, transmitida de Manaus. (Reprodução/ Internet)

Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS – Em sua visita em solo manauense, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participou de uma transmissão ao vivo no perfil oficial no Facebook, na manhã desta quarta-feira, 27, onde destacou a importância da liberdade de imprensa, desde que seja usada com responsabilidade. Nesta semana, a live onde o representante federal replicava fake news sobre Aids e a vacina contra Covid-19 foi banida do Facebook e do YouTube.

“Nós carecemos sim de uma imprensa isenta, liberdade de imprensa acima de tudo, obviamente com responsabilidade. Fui bastante criticado, mas de forma justa e é isso que carecemos no Brasil”, relatou Bolsonaro durante entrevista a uma rádio nacional. Além da liberdade de imprensa, o presidente comentou também sobre o preço no aumento do combustível, e sobre o relatório da CPI da Covid, aprovado nessa terça-feira, 26.

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Retirada

Jair Bolsonaro teve o seu canal no YouTube suspenso temporariamente. Dias antes, as plataformas Facebook e Instagram também retiraram a transmissão do representante federal das redes sociais. Bolsonaro afirmou que não irá recuperar o seu canal e que fará lives impressas daqui para frente.

Banimento

Nessa terça-feira, 27, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a cúpula da CPI da Covid decidiram incluir no relatório final da Comissão o pedido de banimento de Jair Bolsonaro das redes sociais. A Comissão também pediu o requerimento em separado para enviar uma medida cautelar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no inquérito das fake news.

“Vamos encaminhar uma ação cautelar junto ao STF pedindo o banimento dele nas redes sociais, como ocorreu nos Estados Unidos com o Donald Trump”, afirmou Renan, antes de confirmar que a fala de Bolsonaro foi incluída no relatório final da CPI. Pelo Twitter, o senador disse também que a declaração “não é apenas fake news, é mais do que uma simples mentira, isso é terrorismo de Estado”. “A Justiça precisa frear essa loucura”, publicou.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também se manifestou via redes sociais. “Temos um delinquente contumaz na Presidência da República! Informo que incluiremos, no relatório da CPI, a fala mentirosa e absurda de Bolsonaro associando a vacina contra a Covid-19 à Aids”, postou. “Além disso, encaminharemos ofício ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo, no âmbito do inquérito das fake news. Recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente”, destacou.