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Polícia Polícia Civil abre inquérito sobre estupro de grávida em hospital de Itacoatiara, no AM

A Polícia Civil do Amazonas instaurou um inquérito para apurar o crime (Divulgação)

Bruno Pacheco – Da Cenarium

MANAUS – Uma jovem de 24 anos, grávida de cinco meses, relatou ter sido dopada e estuprada na madrugada dessa segunda-feira, 25, por um técnico de enfermagem do Hospital Regional José Mendes, no município de Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus. O caso foi denunciado à Polícia Civil, que registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) e instaurou um inquérito para apurar o crime.

Os nomes da jovem e do suspeito não foram divulgados. Em nota, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que a vítima relatou que deu entrada no hospital, por volta de 1h da madrugada, com fortes dores na barriga por conta do consumo de duas cartelas de dipirona. Na ocasião, a grávida foi encaminhada para a sala de reanimação, onde ficou com vários aparelhos conectados ao corpo, quando foi dopada e, apesar de adormecer, sentiu ter sido abusada sexualmente.

“Segundo relatos da noticiante, após os procedimentos hospitalares, a jovem ficou dopada e adormeceu, momento em que sentiu as suas partes íntimas sendo tocadas, e quando despertou, viu um homem de jaleco branco saindo da sala. O fato foi relatado na ouvidoria do hospital e, em seguida, registrado na DIP (Delegacia Interativa de Polícia)”, informou a PC-AM em nota.

Ainda segundo a Polícia Civil, o delegado Paulo Barros, titular interino da DIP, disse que foi requisitado os exames de corpo de delito e conjunção carnal na vítima, e que, na manhã desta terça-feira, 26, ela foi ouvida na unidade policial. Além disso, foram solicitadas as imagens das câmeras de segurança do local, assim como documentos como prontuários e listas dos funcionários que a atenderam no hospital.

O caso

Após sentir fortes dores na barrida, por conta do uso de dipirona, a jovem procurou o hospital de Itacoatiara. Na unidade hospitalar, segundo relato da grávida feito ao portal LCJ, ela foi atendida, primeiramente, por uma enfermeira e, em seguida, por um homem, antes de ser encaminhada para uma sala de medicação.

A enfermeira, contudo, saiu da sala para trabalhar em outro atendimento quando a gestante ficou sozinha com o homem. Nesse momento, o técnico de enfermagem teria aplicado uma medicação na jovem, sem informar o que era, fazendo com que ela ficasse dopada.

“Após esse medicamento, ela disse que ficou semiconsciente. Disse ainda: “eu não conseguia abrir os olhos”. Ficou um pouco desorientada, e foi nesse momento que ela alega ter sido vítima do estupro, e quando sentiu que estava sendo abusada fez um esforço e abriu o olho, flagrando, no ato, o abuso. Pelo fato de estar inconsciente, não estar em plena consciência, isso configura um estupro de vulnerável”, declarou o delegado Paulo Barros em entrevista à imprensa de Itacoatiara.

Com o susto, ao perceber que a vítima tinha acordado, o técnico de enfermagem saiu rapidamente da sala de atendimento, mas foi reconhecido pela jovem. Ainda segundo Paulo Barros, não foi possível efetuar a prisão em flagrante do homem, por conta do fato ter sido relatado de forma tardia à polícia.

“O fato só chegou ao nosso conhecimento muito depois. O fato teria ocorrido na madrugada de ontem, segunda-feira (25), e só foi nos comunicado na tarde do mesmo dia. Segundo a mãe dela, ali no hospital, não acionaram a polícia quando receberam a denúncia porque ela foi feita por volta de 4h-5h da manhã, e somente ao meio-dia foi que a mãe veio nos comunicar. Por conta disso, afastou-se a possibilidade de prisão em flagrante e cabe agora instaurar o inquérito”, explicou o policial.

A jovem está sendo acompanhada pela “Casa de Maria”, um espaço anexo à delegacia especializada, com atendimento social e psicológico, e que faz parte de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e a Prefeitura de Itacoatiara.